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Tem dúvidas sobre quando usar a crase? Veja os exemplos

@Fonte: Exame

Quarta, 09 de setembro de 2020

Professor de português ensina dica para lembrar quando se usa a crase.

É impressionante como muitos estudantes ainda têm dúvida sobre o tema. Em termos práticos, a dúvida permanece quando se despreza o hábito de consultar a regência do nome ou verbo.

O verbo “dedicar”, por exemplo, em sua forma pronominal, tem a transitividade indireta: exige a preposição A. Essa informação pode ser obtida em qualquer dicionário da nossa Língua Portuguesa (indico-lhe o Aulete, em versão on-line, para ficar na sua máquina):

Destinar-se [ti. + a : dedicar -se à marinha.]

Se o verbo não exigisse a preposição A, como no caso do verbo respeitar, não haveria crase no complemento verbal. Para facilitar, veja:

Levar em conta; atender a; CONSIDERAR [td. : “…respeitarei a vontade de meu pai…” ( Joaquim Manuel de Macedo , O moço loiro) : “Quem não respeita a religião não tem escrúpulos: mente, rouba, calunia.” ( Eça de Queirós , O crime do pe. Amaro) ]

Além disso, no estudo sobre Crase, deve-se considerar a possível existência da fusão entre a preposição A e o pronome demonstrativo (aquele, aquela, aquilo). Mais uma vez, consultar a regência será importante.

Dedica-se àquela instituição ferroviária.
Dedica-se àquele mercado de finanças.

Respeitarei aquela instituição ferroviária.
Respeitarei aquele mercado.

Passada essa exposição, vale recordar que o acento indicativo da Crase é chamado de acento Grave. Esse acento deve estar presente em locuções femininas, as quais expressem uma circunstância, hora demarcada ou sejam ligantes:

“À frente chegamos e depois ficamos à toa.”
“Às dez, compareça ao RH.”
“À medida que o tempo passa, mais soluções temos. Parabéns!”

Ciente disso, consulte sempre a regência dos nomes e dos verbos, pois isso auxiliará muito na construção de mensagens elegantes e precisas.