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Saiba como usar corretamente os pronomes relativos “cujos” e “cujas”

@Fonte: Exame

Quarta, 23 de outubro de 2019

É sempre muito comum dúvida sobre o uso do termo “cujo”.

“Professor, é verdade que a expressão DE CUJAS está errada?”

Proveniente do latim “cuju, cujus”, o pronome relativo cujo significa “de que ou de quem”; “do qual, da qual, dos quais, das quais”. Traz o dicionário Aurélio uma interessante construção:

Para o adequado uso do pronome relativo, é importante conhecer a regência de nomes e verbos; não saber a possível preposição – exigida pelo regente – levará a uma construção inadequada de acordo com o padrão.

Sendo assim, usemos três importantes passos para a compreensão dos pronomes relativos:

1º Identificar verbo ou nome principal;

2ª Conhecer a regência desse termo;

3ª Inserir a possível preposição antes do pronome relativo.

No exemplo do Aurélio, o verbo principal é o resistir; tal verbo é transitivo indireto e exige a preposição “a”; em respeito a essa regência, a preposição deve aparecer antes do pronome relativo “cujas”: “…A CUJAS EXALAÇÕES NINGUÉM RESISTE.”

Em suma: a preposição antes do relativo dependerá do regente. Se trocássemos – naquela oração – o verbo resistir pelo verbo precisar:

“É um gás de cujas exalações ninguém precisa.”

Se houver a troca pelo verbo acreditar:

“É um gás em cujas exalações ninguém acredita.”

Sobre a ideia de posse ou pertença, lembremo-nos de que o nome posposto a “cujo” pertence ao anteposto, ou seja, “as exalações do gás”.

Por fim, vale uma determinação gramatical: inexistentes são as expressões “cujo o” e “cuja a “. Não há razão para o uso do artigo, seja no singular, seja no plural.